segunda-feira, 27 de outubro de 2014

A Eleição de Dilma Rousseff

Falando Sério….

Quem aceita a tirania, bem merece a condição;
Não basta viver, somente; É preciso dizer não!”
João Cabral de Melo Neto


O espetáculo teatral vai começar; Enquanto os atores se preparam para representar no palco, a plateia, igualmente segura seus lencinhos para representar nas poltronas.
O teor da peça já é conhecido por todos que agora querem saber se serão tocados pela obra, se a consideram válida, se ela se refere a acontecimentos que essa plateia impoluta venha a considerar “justos”, bem de acordo com a natureza existencial e social apreendida na vida cômoda da maioria. Trata-se da peça “Morte e Vida Severina”.
A luta inglória pela posse de terras que foram, ainda que em tempos muito remotos, tomados injustamente e atribuídos documentos espúrios, que privilegiaram alguns e detrimento de muitos, a fome, a miséria material e intelectual, são também ressaltados na peça.
E todos representam.... choram no palco... choram na plateia!
Que bom seria se o mundo fosse diferente, onde ninguém passasse fome e onde o ser humano pudesse ter uma consciência superior à dos outros animais sobre a razão de nossa efêmera existência.
Isso talvez não importe muito para a maioria que parece, a olhos vistos e ouvidos atentos, ávida pela justiça social, ainda que isso lhe represente a perda de alguns confortos.
Aí, como sempre…. nada acontece! Apenas uma obra artística e literária que todos elogiam; nada mais!
E os jornais e alguns intelectuais propalam a tristeza da música Asa Branca, e não há quem não considere injusta a situação do sertanejo sedento não apenas de justiça, mas também sedento de um direito básico... a água.
Por todo o país a educação é questionada. Argumenta-se (não sem razão) a precariedade de nosso sistema educacional e muito se pediu pela construção de universidades para que a massa popular pudesse ascender ao benefício da instrução. A instrução, é consenso, deve ser gratuita.
As filas infindas do SUS (saúde pública), também já foram alvos de severas críticas por parte de todos os seguimentos sociais e não houve quem não se penalizasse com a situação humilhante em que o povo era ali submetido, após saírem de suas casas, geralmente alugadas e em precárias condições para tratarem-se de um mal crônico. Em clínicas particulares é impossível tratar-se uma vez que os altos custos, inclusive alto custo da consulta, dispensa qualquer comentário.
E agora, voltando ao sistema educacional, será que já está perfeito?
Evidentemente que não! Mas uma “viagem de mil quilômetros começa com um passo”. Muitas universidades foram construídas, muitas bolsas estudantis foram concedidas, muito material escolar foi distribuído, muito professor conseguiu emprego, muitos alunos estão, hoje, fora do país sob os auspícios do povo brasileiro, representado pela administração Dilma.
Muitas pessoas vão hoje ao SUS e já não perdem o dia inteiro e são tratados com mais dignidade, saindo de suas casas que vieram do “Minha casa, minha vida”, e até já se esqueceram dos telhados quebrados, com goteiras e dos filhos que dormiam no chão.
É comum ouvirmos sobre o “bolsa família” um ditado que eu diria, pra lá de batido: “é melhor ensinar a pescar do que dar o peixe”
Sem considerar que ensinar a pescar é ensinar a matar também, não custa lembrar que tem lugares que não tem rio, e evidentemente não tem peixe. A pessoa ficaria eternamente pescando e morreria a míngua.
No nordeste do Brasil é assim, não tem rio, não tem indústria, não tem emprego, não tem nada, e é por isso que se diz que “o nordestino é, antes de tudo, um forte”.
É só voltarmos no tempo e veremos que jamais o nordestino foi tratado com semelhante dignidade como nos últimos tempos... os tempos da Dilma.
Mas e o resto do país?
É indiscutível que o governo tem que tratar todo o povo com dignidade, não apenas os nordestinos.
O governo se parece com a figura doméstica do “pai de família” e no caso da Dilma, mais especificamente, '‘mãe de família’'.
E como os pais e mães cuidam de sua prole. Dão a todos as mesmas benesses ou o fazem proporcionalmente às necessidades de cada um?
É proporcional às necessidades individuais.
Quem precisa mais no momento? Qual dos filhos passa por maior apuro?
Essa questão aflige o governo que precisa agir com justiça.
Deixando de lado nossas ambições egoístas e olhando um pouco para nossos compatriotas, vamos concluir que, no mínimo, não está tudo errado, se é que não tem muita coisa absolutamente certa!
Jesus disse: “Por causa dos enfermos, eu estou enfermo”
A doença, a miséria, e o abandono contaminam toda a sociedade.
O sonho de todos, de uma sociedade justa e igualitária é penoso e requer sacrifícios e abnegação. O brasileiro jamais fugiu à luta e agora vai mostrar de que fibra é feito.

Carlos da Terra


27/10/14

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